DOMESTICO
No que se diz à respeito de animais ,dentro de apartamentos, conto o sucedido. Era o ano de 1998 e minha amiga Eliza e seu marido, moradores do bairro Petrópolis, em Porto Alegre, resolveram convidar para visita um amigo que há pouco havia perdido a mãe e estava todo borocoxô. Estava baixo-astral, para quem não imagina o que é borocoxô. Pois bem, o convidado chegou para o Jantar. Ao entrar no pequeno apartamento, o gato de estimação do casal teve um piripaque. O bichano entrou em fúria e começou a rodopiar pelo apartamento em uma crise de possessão endiabrada. O convidado meio que pensou ,será que é o meu cheiro? Sei-lá! O animal entrou em pane e começou uma correria de um lado para o outro até que não tinha mais jeito e encontrou a janela do quinto andar aberta, e pulou. E morreu espandengueado no teto da garagem. Elisa correu ao parapeito berrando. Meu gato, meu gato! O convidado, em transe, neste meu-deus-do-céu, só dizia minha mãe, minha mãe, minha mãe! Foi o pior jantar de condolências da história do hemisfério sul. Noite horrorosa. Ninguém reviveu. Ponto final. Pobre bichano.
domingo, 11 de março de 2012
SABIA?
HISTORY
No comecinho do século vinte, Henry Royce e Charles Rolls construíram uma geringonça no fundo de uma garagem. Naquela época todo o carro soaria igual a um Ford, modelo T. Pois era a referencia. Assim nasceu o primeiro Rolls-Royce. A diferença estava nos detalhes. Cada parafuso fora cromado, o motor ajustado para ser exclusivo e a lataria era customizada, isto é, única ,para ser diferente dos demais automóveis. Custou algum dinheiro, bem verdade, mas foi um projeto diferenciado. Enquanto Henry Ford, em Dearborn, fazia mil carros, a Rolls-Royce fazia um. Por isto eram seletos e muito cheios de firulas, portanto, caríssimos. E estamos falando de uma Inglaterra rescem saída do período vitoriano, onde lordes e duques afeminados abundavam. E bundas também abundavam. E bundas delicadas queriam um acento de couro de antílope e almofadas portentosas de plumas de gansos. Mãos delidadas queriam tocar a firme alavanca hirta e pétrea de marfim. E a Rolls-Royce foi fazendo meia dúzia de carros de luxo e foi ficando rica e com fama de milionária. E o inglês, muito delicado, acabou ficando com fama de veado. Desculpe, Margareth. Fim.
No comecinho do século vinte, Henry Royce e Charles Rolls construíram uma geringonça no fundo de uma garagem. Naquela época todo o carro soaria igual a um Ford, modelo T. Pois era a referencia. Assim nasceu o primeiro Rolls-Royce. A diferença estava nos detalhes. Cada parafuso fora cromado, o motor ajustado para ser exclusivo e a lataria era customizada, isto é, única ,para ser diferente dos demais automóveis. Custou algum dinheiro, bem verdade, mas foi um projeto diferenciado. Enquanto Henry Ford, em Dearborn, fazia mil carros, a Rolls-Royce fazia um. Por isto eram seletos e muito cheios de firulas, portanto, caríssimos. E estamos falando de uma Inglaterra rescem saída do período vitoriano, onde lordes e duques afeminados abundavam. E bundas também abundavam. E bundas delicadas queriam um acento de couro de antílope e almofadas portentosas de plumas de gansos. Mãos delidadas queriam tocar a firme alavanca hirta e pétrea de marfim. E a Rolls-Royce foi fazendo meia dúzia de carros de luxo e foi ficando rica e com fama de milionária. E o inglês, muito delicado, acabou ficando com fama de veado. Desculpe, Margareth. Fim.
domingo, 4 de março de 2012
gatling
REPETIÇÃO
A minha vida no sul. A metralhadora moderna foi inventada pelo norte-americano Gatling. Baseada numa semeadeira. Mas a capacidade de dar tiros em repetição foi avassaladora. Surgiu um concurso de cronicas aqui num jornal local gaúcho. Pode inscrever quantas quiser. Basta falar sobre Porto Alegre. E Porto alegre eu domino. Igual ao mato. Em repetição, mandei um petardo após o outro.
Periga a comissão julgadora pedir que eu pare com tamanha intromissão.
(adoro escrever barbaridades)
A minha vida no sul. A metralhadora moderna foi inventada pelo norte-americano Gatling. Baseada numa semeadeira. Mas a capacidade de dar tiros em repetição foi avassaladora. Surgiu um concurso de cronicas aqui num jornal local gaúcho. Pode inscrever quantas quiser. Basta falar sobre Porto Alegre. E Porto alegre eu domino. Igual ao mato. Em repetição, mandei um petardo após o outro.
Periga a comissão julgadora pedir que eu pare com tamanha intromissão.
(adoro escrever barbaridades)
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
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BACKGROUND
A minha vida no sul. Quando eu cheguei no norte, às margens do rio juruá, faziam 10 anos que eu não operava nada de grande porte. No primeiro dia de trabalho tive de operar um estomago e uma gigante massa pelvica. No segundo dia tive de abrir um torax e operar um pulmão. Todos viveram. Eu fiz porque podia. Agora aqui no sul, a novela se repete com um bando de abutres querendo me abater. Mas eu voo alto. Muito alto.
Só falta eu apostar em mim.
(muitos outros apostam contra)
A minha vida no sul. Quando eu cheguei no norte, às margens do rio juruá, faziam 10 anos que eu não operava nada de grande porte. No primeiro dia de trabalho tive de operar um estomago e uma gigante massa pelvica. No segundo dia tive de abrir um torax e operar um pulmão. Todos viveram. Eu fiz porque podia. Agora aqui no sul, a novela se repete com um bando de abutres querendo me abater. Mas eu voo alto. Muito alto.
Só falta eu apostar em mim.
(muitos outros apostam contra)
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