DIFÍCIL
A nossa vida no Acre. Segue o meu delírio. O mundo sem ninguém. Quase. Nas minhas andanças por aí de megamansturbador, caçador de Condoleeza Rice e suecas peladonas encontrei uma Baby ,tri-legal ,tomando banho de sol com bikini e tudo mais. Esteira de praia, guarda sol, lanchinho, aguinha, etc, etc, etc... Lá no igarapé-preto. Sabe, né? O iagarapé preto, rapaz, onde a periquita sempre rolou solta e abundante, sacou? Mas agora sumiu toda a mulherada, exceto ela. Evângela.Com a marquinha e tatuagem.Baita gata, cara. Gata, mesmo. Oi! Dia lindo,né? E eu peladão , na minha. Que tal? Vamos dar uma?
O quê? Seu tarado! Eu sou difícil, ora esta. Xô, horroroso!
( e o mundo sem ninguém).
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
boy
EXTRAGÊ
O sexo com as galinhas. O Hellboy. Sabe quem? Aquele bichão imenso ,vermelho com músculos enormes e cornos respeitosos. Ele tem a namorada dele, no filme. Ela está grávida e é toda miudinha, mignonsinho, tesudinha. Mas quero deixar claro que eu nunca vi o Hellboy mijando ou fazendo filho. Não é filme pornô, afinal de contas. Mas eu me pergunto. Como é que ele coube nela?Como vai sair o filho dele ,de dentro dela? Será que é dele?
Sei, não.
(aqueles cornos enormes)
O sexo com as galinhas. O Hellboy. Sabe quem? Aquele bichão imenso ,vermelho com músculos enormes e cornos respeitosos. Ele tem a namorada dele, no filme. Ela está grávida e é toda miudinha, mignonsinho, tesudinha. Mas quero deixar claro que eu nunca vi o Hellboy mijando ou fazendo filho. Não é filme pornô, afinal de contas. Mas eu me pergunto. Como é que ele coube nela?Como vai sair o filho dele ,de dentro dela? Será que é dele?
Sei, não.
(aqueles cornos enormes)
9
PENAS
Nossa vida no Acre. Hoje fui avisado para estar de sobreaviso do plantel cirúrgico, pois uma catástrofe se deu. Por alguns anos voava eu pelas matas da Amazônia. Com sol. Com chuva.Nunca caí. Quase. Várias vezes.Quase. Tive sorte. Ontem, porém,gente que faz o trabalho que eu também fazia, caíram. Acharam hoje. Temo por eles. A vida é frágil. Que o conforto lhes alcance e seja breve. Conheço bem este terror.
Estarei aqui. Esperando.
(chegaram os sobreviventes)
Nossa vida no Acre. Hoje fui avisado para estar de sobreaviso do plantel cirúrgico, pois uma catástrofe se deu. Por alguns anos voava eu pelas matas da Amazônia. Com sol. Com chuva.Nunca caí. Quase. Várias vezes.Quase. Tive sorte. Ontem, porém,gente que faz o trabalho que eu também fazia, caíram. Acharam hoje. Temo por eles. A vida é frágil. Que o conforto lhes alcance e seja breve. Conheço bem este terror.
Estarei aqui. Esperando.
(chegaram os sobreviventes)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
arromba
SOLO
Nossa vida no Acre. O mundo sem ninguém. Quase sem ninguém. Eu lá. Tudo vazio. Fui ao Banco do Brasil. Primeira coisa que eu fiz foi uma quebradeira espetacular. Detonei aquelas maquinas mulambentas e ignorantes. Toquei fogo na mesa do gerente. E ,onde dizia, fila aqui, eu dinamitei. O digníssimo prédio hediondo virou fogueira de São João. Tribão. Então peguei uma Ferrari nos jardins de Sampa e me larguei pra Brasilia. A buraqueira da estrada detonou legal. Chegou podrona, podrona, to nem aí. Carreguei bananas e mais bananas de dinamite de uma pedreira de santa bárbara do Goiás. Botei tudo no banco do motorista e em cima do capô, sim, porque a Ferrari virou Toyota (aquela horrorosa, meio-rural). Me fui pro congresso nacional. Lindo, cara, lindo. Até acho que, no cataclisma dinamítico ,eu vi uma plaquinha voando escrito José Sarney. Lindo, mesmo. Pena que o Niemeyer se ralou porque detonei tudo mesmo. Dei até tiro de canhão. Daí peguei um jatinho corrupto ,de algum corrupto. Enchi até a boca o tanque do bicho, com querosene da petrobrás e fui pra Colômbia. Trafego aéreo livre. Trafico livre, também. Carreguei o bicho com setecentos kilos da branca poderosa. Aterrisei nos jardins da casa branca, joguei a poseira toda no salão oval. Enchi de tiro o quadro do vasinguetom (o George, sacou?). Daí encontrei ela lá ,também meio perdida, pelos cantos.Lacei a moça. Bem, nem tão moça assim, mas na falta, sacumé, né?
Eu e a Condolezza Rice.
(a coroa dá um caldo, meu!)
Nossa vida no Acre. O mundo sem ninguém. Quase sem ninguém. Eu lá. Tudo vazio. Fui ao Banco do Brasil. Primeira coisa que eu fiz foi uma quebradeira espetacular. Detonei aquelas maquinas mulambentas e ignorantes. Toquei fogo na mesa do gerente. E ,onde dizia, fila aqui, eu dinamitei. O digníssimo prédio hediondo virou fogueira de São João. Tribão. Então peguei uma Ferrari nos jardins de Sampa e me larguei pra Brasilia. A buraqueira da estrada detonou legal. Chegou podrona, podrona, to nem aí. Carreguei bananas e mais bananas de dinamite de uma pedreira de santa bárbara do Goiás. Botei tudo no banco do motorista e em cima do capô, sim, porque a Ferrari virou Toyota (aquela horrorosa, meio-rural). Me fui pro congresso nacional. Lindo, cara, lindo. Até acho que, no cataclisma dinamítico ,eu vi uma plaquinha voando escrito José Sarney. Lindo, mesmo. Pena que o Niemeyer se ralou porque detonei tudo mesmo. Dei até tiro de canhão. Daí peguei um jatinho corrupto ,de algum corrupto. Enchi até a boca o tanque do bicho, com querosene da petrobrás e fui pra Colômbia. Trafego aéreo livre. Trafico livre, também. Carreguei o bicho com setecentos kilos da branca poderosa. Aterrisei nos jardins da casa branca, joguei a poseira toda no salão oval. Enchi de tiro o quadro do vasinguetom (o George, sacou?). Daí encontrei ela lá ,também meio perdida, pelos cantos.Lacei a moça. Bem, nem tão moça assim, mas na falta, sacumé, né?
Eu e a Condolezza Rice.
(a coroa dá um caldo, meu!)
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
cópula
NINGUÉM
Nossa vida no Acre. Inventei outra história. O mundo sem ninguém. Na real, com muito pouca gente. Eu sou um deles. Alguma hecatombe gerou um morticínio humano descomunal. E fiquei eu por ali perdido, revirando shoppings, supermercados, bancos, avenidas. Então os animais, outros que não os humanos, começaram a tomar conta de tudo. E a saudade de um corpinho feminino é terrível, meu camarada . Virei então um megamansturbador compulsivo.Por um tempo tive doze bonecas infláveis com toneladas de gel deslizador e termoaquecidas com pilhas chinesas vibratórias.O receptáculo das baterias era no...deixa prá lá. E pintou a égua do Sebastião. Puta bichona, linda, linda. E eu ali, só olhando, sacumé. E a vaca leiteira vencedora da expointer. Baita gatona, aliás, baita úbere. E eu ali, só de olho. Bem. Passado um tempo resolvi andar pelo mundo atrás de alguma vivente. Depois de muito girar, estando eu lá na Suécia (pilotei um cargueiro da Petrobrás, abandonado na baia de Guanabara), encontrei. Meio que escondida. Loira, peladinha, nuasinha e taradona. Uma sovaqueira respeitosa e uma selva na perereca rubra. Tô nem aí, é minha, eu vi primeiro. Mas ela já vivia com o Rothweiler da polícia e ,às vezes, saia com o gorila do zoológico.Só que gorila é cotoquinho, né? Sabia não? Verdade. O meu é léguas maior em comprimento e calibre (disse ela). A danadinha até curtia um touro reprodutor albino. Lambe muito, dizia ela. E tinha eu. Assim vivemos, na comunidade animal surubática. Num mundo sem ninguém. Virando bicho.
Depois de um tempo encontrei um padre boiola que vivia com uma jibóia. Jiboio,aliás.
(senti saudades das filas do banco do Brasil)
Nossa vida no Acre. Inventei outra história. O mundo sem ninguém. Na real, com muito pouca gente. Eu sou um deles. Alguma hecatombe gerou um morticínio humano descomunal. E fiquei eu por ali perdido, revirando shoppings, supermercados, bancos, avenidas. Então os animais, outros que não os humanos, começaram a tomar conta de tudo. E a saudade de um corpinho feminino é terrível, meu camarada . Virei então um megamansturbador compulsivo.Por um tempo tive doze bonecas infláveis com toneladas de gel deslizador e termoaquecidas com pilhas chinesas vibratórias.O receptáculo das baterias era no...deixa prá lá. E pintou a égua do Sebastião. Puta bichona, linda, linda. E eu ali, só olhando, sacumé. E a vaca leiteira vencedora da expointer. Baita gatona, aliás, baita úbere. E eu ali, só de olho. Bem. Passado um tempo resolvi andar pelo mundo atrás de alguma vivente. Depois de muito girar, estando eu lá na Suécia (pilotei um cargueiro da Petrobrás, abandonado na baia de Guanabara), encontrei. Meio que escondida. Loira, peladinha, nuasinha e taradona. Uma sovaqueira respeitosa e uma selva na perereca rubra. Tô nem aí, é minha, eu vi primeiro. Mas ela já vivia com o Rothweiler da polícia e ,às vezes, saia com o gorila do zoológico.Só que gorila é cotoquinho, né? Sabia não? Verdade. O meu é léguas maior em comprimento e calibre (disse ela). A danadinha até curtia um touro reprodutor albino. Lambe muito, dizia ela. E tinha eu. Assim vivemos, na comunidade animal surubática. Num mundo sem ninguém. Virando bicho.
Depois de um tempo encontrei um padre boiola que vivia com uma jibóia. Jiboio,aliás.
(senti saudades das filas do banco do Brasil)
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
minusculo
PEQUENO
Nossa vida no Acre. Hoje tive notícias de como anda a saúde do povo indígena de São Gabriel da Cachoeira, do alto Rio Negro. Lugar em que trabalhei por sete anos, junto aos povos aldeados.Principalmente com a etnia Hupde e Yohupde, no interflúvio dos rios Tiquié e Papurí. É tido como dificílimo acesso. Andávamos com motoserra e terçados (sacumé, o cobrerio é medonho), carregávamos motores nas costas, escalávamos corredeiras incólumes, esterilizava material cirúrgico em panela de pressão, fazíamos ,das tripas , o coração. Então o governo Lula impôs a saída de nosso time de campo, para tudo melhorar. Saímos. Agora os números apontam índices de mortalidade infantil iguais aos da Somália. Piorou, meu camarada. E muito.
Um governo para as minorias. De fato, para minorias.
(a vida é o bem menor)
Nossa vida no Acre. Hoje tive notícias de como anda a saúde do povo indígena de São Gabriel da Cachoeira, do alto Rio Negro. Lugar em que trabalhei por sete anos, junto aos povos aldeados.Principalmente com a etnia Hupde e Yohupde, no interflúvio dos rios Tiquié e Papurí. É tido como dificílimo acesso. Andávamos com motoserra e terçados (sacumé, o cobrerio é medonho), carregávamos motores nas costas, escalávamos corredeiras incólumes, esterilizava material cirúrgico em panela de pressão, fazíamos ,das tripas , o coração. Então o governo Lula impôs a saída de nosso time de campo, para tudo melhorar. Saímos. Agora os números apontam índices de mortalidade infantil iguais aos da Somália. Piorou, meu camarada. E muito.
Um governo para as minorias. De fato, para minorias.
(a vida é o bem menor)
sábado, 10 de outubro de 2009
lady
MAMAMIA
O sexo com as galinhas. Gordinha. Nua e de pernas cruzadas com um sorriso divertido no rosto. Loira e linda. A barriguinha fazia uma pequena dobra no umbigo. Viu esta foto? Anda por aí na internet. Mas o que eu quero dizer é que fiquei apaixonada por aquela mulher. Talvez pelo sorriso, talvez pela nudez ou talvez pela barriguinha. Uma gordinha feliz. Imagine aquela barriguinha fofa reverberando ondas de impacto. Impacto de amor. Que nem as mamas, em ondas, em vai-e-vem, em tsunamis pélvicos. E ela sorrindo.
Gordinha, estou aqui no Acre viu?
(sexo abundante)
O sexo com as galinhas. Gordinha. Nua e de pernas cruzadas com um sorriso divertido no rosto. Loira e linda. A barriguinha fazia uma pequena dobra no umbigo. Viu esta foto? Anda por aí na internet. Mas o que eu quero dizer é que fiquei apaixonada por aquela mulher. Talvez pelo sorriso, talvez pela nudez ou talvez pela barriguinha. Uma gordinha feliz. Imagine aquela barriguinha fofa reverberando ondas de impacto. Impacto de amor. Que nem as mamas, em ondas, em vai-e-vem, em tsunamis pélvicos. E ela sorrindo.
Gordinha, estou aqui no Acre viu?
(sexo abundante)
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