A vida em guerra. Depois que um ataque misterioso eliminou todos os satélites em plena terceira guerra mundial, que durou 10 minutos, o caos se fez. Nenhum morto. Muito provavelmente um chinês maluco passou a noite derrubando satélites com um canhão de laser. Amanhece no Acre. Todos vivos. Tudo normal. Ohps! Não tem celular, não tem internet, sem tv a cabo, o avião da gol aterrizou lá na casa da mãe joana. Algo muito errado estava acontecendo. Vou ao Banco do Brasil, descubro que não tenho nada na conta. O João Bananeira, milionário, infartou, desmilionarizado. Acabou o bolsa família. Encheram de bofetadas o gerente do BB e da Caixa Federal. Mas, por sua vez, descobri que se eu não tinha conta, eu não tinha dívidas. O serviço de proteção ao crédito e meu nome hiper-mega-devedor, não existem mais. A receita federal, fichas criminais, processos indenizatórios, conselho de medicina, promotoria...tudo isto desapareceu de minha vida. Mas no Acre, em Cruzeiro do Sul, tem um bairro chamado telegrafo. Telegrafei. Meus filhos estão bem. Eu estou ótimo!
Sem dinheiro nenhum.
(sem dívida alguma...fui ao mato sangrar seringueiras)

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