terça-feira, 6 de dezembro de 2011

conto

ROMANCE

A vida e o conto. A morte e o romance. Cirurgião, que é verdadeiramente cirurgião, não perde tempo com blá-blá-blá. Senão o paciente morre. Então, bons cirurgiões jamais escreverão um romance. Se escreverem alguma baboseira, será um conto. Veja só. Adam é um pai que tem um único filho e ambos sobreviventes num mundo selvagem pós-apocaliptico. A obrigação do pai é manter o filho vivo. As coisas não vão bem. Canibalismo, doenças, fome em toda parte. Mas Adam segue, agora doente, cuidando para que seu filho sobreviva. A tuberculose derruba Adam. Ele já não consegue mais. Impotente, caído ao lado do filho, ele expira. O filho está só. Surge um estranho na cena. Uma ameaça? O filho pensa em se matar. Mas o estranho também é um pai de família e oferece a proteção ao desprotegido, por acaso. Acaso, apenas. Há esperança. Fim.

Se esta historieta fosse um romance, teria 600 páginas!

(mas é uma apendicectomia de poucos minutos)

1 comentários:

Joel Queiroz disse...

Doutor bom mesmo eh o sr. contar a história da mulher de branco da ponte na estrada do Guajará.até mais baluart.